Definição de AVC

  • Definição de AVC

Definição de AVC – O AVC é um síndrome clínico de início súbito de sinais focais neurológicos, devido a perda de função cerebral cuja duração ultrapassa as 24 horas (excepto quando ocorre morte) (Bray, 1997; Rosas, 1999).

Uma primeira manifestação clínica de doença vascular cerebral poderá ser um acidente isquémico transitório (AIT). Este pode ser único ou pode preceder um AVC, sendo que um terço dos indivíduos que tiveram AIT tem um AVC (Bray, 1997; Rosas, 1999).

O AIT corresponde a uma perda repentina de uma função cerebral com duração inferior a 24 horas causado por um défice de perfusão sanguínea, por êmbolo ou trombo. Este défice de perfusão sanguínea pode afetar a circulação extracraniana e/ou a circulação intracraniana (Bray, 1997; Rosas, 1999).

O AVC e AIT surgem devido a processos patológicos que afetam os vasos sanguíneos. Podem dever-se a fatores intrínsecos ao vaso (por exemplo aterosclerose); ou ter origem num local remoto (um embolo que provém do coração e que se aloja num vaso da circulação cerebral); podem também dever-se a uma diminuição de perfusão ou ao aumento da viscosidade do sangue, com diminuição do fluxo sanguíneo cerebral, que pode resultar da rotura de um vaso sanguíneo no espaço subaracnoideu ou no parênquima cerebral. Mas, nem sempre é fácil saber se ocorreu um processo hemorrágico ou isquémico (Sauma, 1996):

Definição de AVC – Mecanismos responsáveis pelo AVC hemorrágico

  • Os mecanismos responsáveis por AVC hemorrágico podem ser por rotura de um vaso ou alterações da coagulação, hemorragias subaracnoideias, por existência de mal-formações arterio-venosas, aneurismas, ou outras causas. A hemorragia, por rotura vascular, carateriza-se por um início muito brusco, com um quadro drástico e sem flutuações do défice. Acompanha-se com frequência de cefaleia, náusea e vómitos, muitas vezes de alterações do estado de consciência e desvio conjugado dos olhos e algumas vezes também da cabeça (para o lado da lesão, quando a hemorragia é do hemisfério ou para o lado contrário, quando a lesão é do tronco cerebral). O AVC é consequência de uma hemorragia em apenas cerca de 20% dos casos. A hemorragia intraparenquimatosa (hemorragia cerebral) resulta da rotura de vasos que irrigam o parênquima nervoso. Podem resultar de aneurisma sacular, que consoante a sua localização pode originar hemorragia subaracnoideia (Anderson et al, 1994; Dcosta, 1992; Easton, 1998; Hankey, 2002; Thom et al, 2006).

Definição de AVC – Mecanismos responsáveis pelo AVC isquémico

  • O AVC isquémico pode ocorrer por processos trombóticos, quando há estenose ou oclusão intra ou extracraniana de vasos por alteração primária da parede do vaso; podem ser lacunares, se dizem respeito a vasos profundos, ou seja, ocorrem na distribuição das artérias curtas que penetram as estruturas cerebrais (artérias perfurantes), caraterizando-se por serem pequenos enfartes, geralmente com menos de 5mm de diâmetro; por último, as embolias são todo o processo em que se verifica a oclusão do lúmen arterial por um corpo estranho em circulação. As embolias podem ser de origem cardiogénica, artério-artérial ou proveniente da aorta (Anderson et al, 1994; Dcosta, 1992; Easton, 1998; Hankey, 2002; Thom et al, 2006).

A isquémia pode também ter início brusco nas suas manifestações (embolia), ou pode instalar-se progressivamente em minutos ou horas, com ou sem flutuações (trombose) e provoca uma lesão do parênquima nervoso que se denomina Enfarte e que constitui cerca de 80% de todos os AVC (Ferro, 1994; Frost et al, 2000; Hankey, 2002).

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