AVC

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Anualmente, 15 milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Destes, 5 milhões morrem e outros 5 milhões ficam permanentemente incapacitados, constituindo um fardo para a família e comunidade. A incidência do AVC está a diminuir em muitos países desenvolvidos com o melhor controlo da  pressão arterial e redução do efeito do tabaco. Contudo, o número absoluto continua a aumentar devido ao envelhecimento da população, representando a 3ª causa de morte mais comum, logo a seguir à Doença Arterial Coronária e Neoplasias.

De um modo geral, a terapêutica do AVC compreende 3 etapas: prevenção, tratamento agudo e reabilitação. No primeiro caso procura-se evitar um primeiro episódio ou recorrência do mesmo através do controlo dos factores de risco individuais (hipertensão, diabetes, tabaco). A intervenção aguda procura reduzir a repercussão no tecido cerebral através da dissolução do trombo/êmbolo ou controlo da hemorragia. O objectivo da reabilitação é permitir ao doente lidar e ultrapassar a sua incapacidade e tornar-se o mais independente possível.

Há três maneiras possíveis de o indivíduo com lesão cerebral poder recuperar as capacidades funcionais perdidas: recuperação espontânea, restituição ou compensação da função perdida. A reabilitação é possível graças à enorme capacidade do cérebro em aprender e mudar. Hoje em dia sabe-se que as células de outras áreas do cérebro não afectadas podem assumir determinadas funções realizadas pelas células da área afectada.  A este fenómeno dá-se o nome de neuroplasticidade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que a doença cerebrovascular permaneça entre as quatro principais causas de mortalidade até o ano de 2030. A doença pode provocar sequelas permanentes, o que gera necessidade de adaptação familiar, demanda constante do sistema de saúde e custos. O acidente vascular cerebral (AVC) compartilha com as doenças cardiovasculares os fatores de risco, como tabagismo, dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e sedentarismo.

Classificação do AVC

O AVC pode ser classificado entre isquêmico ou hemorrágico.

O AVC isquêmico é o mais frequente e ocorre quando há obstrução da irrigação sanguínea de determinada área cerebral. Em geral, a isquemia é de origem trombótica, usualmente por processo de aterosclerose, ou embólica, quando trombos de origem cardíaca ou arterial, como as carótidas, migram para as artérias encefálicas.

O AVC hemorrágico pode se manifestar como hemorragia subaracnóide ou hemorragia cerebral (intraparenquimatosa). A primeira ocorre quando há extravasamento de sangue para o espaço subaracnóideo, geralmente por ruptura de aneurisma intracraniano. A hemorragia cerebral é a principal forma de AVC hemorrágico e usualmente está associada à hipertensão arterial. Causas menos comuns, mas de relevância no diagnóstico, são os sangramentos sobrepostos a neoplasias ou por ruptura de malformação de vasos.

 

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avc – acidente vascular cerebral

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